[Terças Poéticas #2] Cristalina

Você já sentiu sensações estranhas quando estava ao redor de pessoas, digamos, falsas?
Já sentiu um certo nó no pé da barriga, quando falou com alguém?
É estranho não é?
É como se seu corpo reagisse a algo que não vê nem pode mensurar ou descrever.
Uns chamam de instinto, outros de intuição, outros de balela.
Mas se você parar pra pensar, vai perceber que, estar com pessoas tóxicas é como afundar numa poça de lama.
Lama ou água de esgoto. Da mesma forma te deixa se sentindo sujo e malcheiroso.
E ninguém gosta de gente suja e malcheirosa, ainda menos as pessoas tóxicas em si. Mesmo que todo mundo cheire mal de vez em quando.
Porque elas se entopem de perfume pra esconder a sujeira. E olha que é perfume de marca, hein? Importado.
Talvez você ache que porque essas pessoas roubaram sua paz e sua confiança em si mesmo, talvez seja tarde demais.
Talvez você sinta até que se tornou uma delas. Que elas conseguiram o que queriam e fizeram você parar de acreditar em si e no futuro.
Mas você não precisa ficar na lama. Pode parecer impossível mas…eu sei que logo à frente tem um lago, de águas cristalinas, esperando por você. Por nós.
Basta você dar o primeiro passo: Ser cristalino você mesmo. Não mentir, não enganar, nem aos outros nem a você mesmo. (não mentir pra si mesmo é sempre bem mais difícil, pelo menos pra mim)
E um dia você vai poder entrar na água e sentir a pureza curando suas feridas, te deixando pronto pra receber o melhor.
Você é especial. Você merece ser visto como um todo. Você não precisa mais se esconder na escuridão.
Você fica muito mais bonito com a sua luz refletindo nas águas cristalinas de um lago belo e pacífico.

Música do dia: Crystal Clear – Hayley Williams

[Terças Poéticas] Calmaria

Sabe aquela sensação de alívio quando o calor parece insuportável, e você sente um vento friozinho no fim da tarde?
Sabe aquela sensação de antecipação, quando você vê nuvens se formando no céu, e sabe identificar, que sim, são cumulus nimbus?
Sabe aquele medinho teimoso que vem quando começa a chuviscar, e você pensa: “Espero que não piore”?
E quando seus medos parecem começar a se tornar realidade e a chuva começa a engrossar, feito a sopinha que a sua mãe está preparando neste mesmo momento?
Sabe quando a tempestade começa, e as nuvens escurecem, e as pessoas começam a se afastar umas das outras, as ruas tomadas por uma melancolia cinzenta?
Sabe quando você olha pra baixo e vê que pisou em lama, e que isso vai acontecer ainda várias vezes no decorrer do dia?
Sabe quando você chega em casa, bem antes dos primeiros trovões começarem, e você sente aquele alívio e fascinação ao ver os raios cobrindo o céu, mas no seu interior, você está morrendo de medo?
Esse ventinho que virou tempestade, essa semente que virou um jardim, essa faísca que virou uma explosão, sou eu, e é você e somos todos nós.
O mundo pode estar mudando, mas ainda reconhecemos a calmaria antes da tempestade. E a tempestade em si. Ela não traz dor além do que podemos suportar. Ela é a catalisadora da verdadeira mudança, que todos nós precisamos ter dentro de nós, de vez em quando.

Um dia, quando você olhar nos meus olhos, você verá os relâmpagos. E eu te direi: Eu sou a tempestade.

Música do dia: I of The Storm – Of Monsters and Men