Criatividade: Como despertar o seu gênio criativo

No universo da criatividade, é comum ver várias pessoas dando suas dicas sobre como ser mais criativo, seja no meio profissional, nos relacionamentos interpessoais ou na vida. A maioria, porém, não se dá ao trabalho de definir, com todas as letras, o que seria afinal a criatividade.

Talvez você esteja pensando: Mas todo mundo sabe o que é criatividade! Está no dicionário:s.f. Capacidade de criar ou inventar; engenho, engenhosidade, inventiva.”

Mas e se eu te dissesse que há uma outra forma de se enxergar a criatividade?

Na definição do dicionário logo acima, você deve ter percebido um pequeno detalhe: A criatividade está definida como uma qualidade de alguém, uma visão muito difundida e generalizada. Inclusive muita gente acredita que a criatividade é uma característica inata de certas pessoas e que nem todos podem desenvolvê-la.

No entanto, há uma forma diferente e inusitada de se ver essa palavra, cuja definição foi explorada no livro Grande Magia, de Elizabeth Gilbert:

A criatividade como uma entidade

Sim, Elizabeth Gilbert explora, em seu livro, o conceito da criatividade como um entidade separada do escritor/artista, uma espécie de “gênio criativo” que permeia todas as atividades de um indivíduo. Segundo ela, essa visão é superior pois tira todo um peso das costas de quem trabalha com a criatividade, uma vez que não se precisa mais passar noites em claro, usar drogas ou ter uma vida miserável pra criar alguma coisa: basta deixar seu gênio criativo lhe guiar quando ele tem vontade.

É claro que essa visão pode parecer romantizada demais ou mesmo mística, mas ela não veio do nada. Gilbert se inspirou nos gregos e nos seus daimons, pequenas “criaturas” que ajudavam as pessoas.

Citando a própria:

Os romanos tinham um termo específico para esse prestativo elfo doméstico. Para eles, esse era o gênio de cada um: nossa deidade guardiã, o canal de nossa inspiração. Ou seja, os romanos não acreditavam que uma pessoa com dons excepcionais era um gênio, e sim que tinha um gênio

Uma perspectiva deslumbrante, não é mesmo?

Como despertar o seu “daimon” criativo

Agora que conhecemos a inspiração criativa de outra maneira, como podemos garantir que estamos trabalhando bem com esse tal “gênio” que habita em nós?

Elizabeth Gilbert dá algumas dicas:

Abra sua mente

Antes de tudo você tem que aceitar que a criatividade só trabalha numa mente bem aberta. Pois como diz o ditado, a mente é como o páraquedas: Só funciona aberta. Isso quer dizer que você deve estar atento à tudo ao seu redor: Consumir arte, observar as pessoas e apreciar os pequenos detalhes da vida. Não só isso, deve ser capaz de observar com reverência a forma como o universo trabalha e conecta pequenas coisas do dia dia. E acima de tudo, se permitir.

Porque como ela mesma diz:

Deixe que a inspiração o guie para onde quer que queira guiá-lo.

Deixe-o ir e vir

É verdade que de vez em quando dá um branco e aquela ideia que você tinha parece ir embora. Segundo a escritora, isso não é motivo pra desespero. Deixe-a ir e vir. Produza porque quer produzir, e aprenda a descansar quando as coisas não estão funcionando. O seu gênio criativo também precisa de férias de vez em quando. Ou pelo menos de uma folga.

Mostre quem você é

Muitas vezes temos vergonha de nossa expressão criativa, porque focamos naquilo que não temos ou não produzimos ainda. Gilbert diz que é preciso se libertar disso e saber se definir por sua arte. Então, se você já escreveu ou escreve, você não deve ter medo de se dizer um escritor. Se você canta, é cantor. E daí em diante.

Conclusão

Você está pronto pra abraçar seu gênio criativo e produzir coisas incríveis?

Se está, siga essas dicas, pegue seu instrumento (seja ele uma caneta, um violão ou você mesmo) e comece a trabalhar junto com ele.

Boa criação!

Dany.