[Quintas de Podcast] Anime edition

Canhotices Podcast #4 – Mulan, Disney e Feminismo Canhotices Podcast

Falando sobre o novo remake da Disney e porque eu não gosto de remakes da Disney.  Bem isso.
  1. Canhotices Podcast #4 – Mulan, Disney e Feminismo
  2. Canhotices Podcast #3 – O que eu (Não) Aprendi na Faculdade
  3. Canhotices Podcast #2 – Meu Top 5 (Animes)
  4. Canhotices #1 – Taylor Swift, folklore e a Cultura do Cancelamento
  5. Canhotices Podcast (Trailer)

Olha que hoje tá bem interessante o podcast! Pra quem não sabe eu sou sim meio que um pouco fã de anime, embora não assista quase nada nunca. Eu sou assim, ok? Não tenho foco o suficiente pra assistir série de 500 temporadas.

Se você é como eu talvez você goste dos animes que menciono. O primeiro que eu menciono é Mushi-shi, classificado apenas como “terror” no netflix, quando ainda estava disponível por lá, mas quem assistiu sabe que não é bem assim. Ele tá mais pra um drama ou thriller psicológico.

Algo que eu amo em Mushi-shi e menciono no podcast são as paisagens lindas e o clima mais relaxante (mesmo sendo um drama!). Nada demonstra mais isso do que a abertura do anime. Se não viu, dá uma olhada:

Já tô meio chorosa/sonolenta…

[Terças Poéticas] Calmaria

Sabe aquela sensação de alívio quando o calor parece insuportável, e você sente um vento friozinho no fim da tarde?
Sabe aquela sensação de antecipação, quando você vê nuvens se formando no céu, e sabe identificar, que sim, são cumulus nimbus?
Sabe aquele medinho teimoso que vem quando começa a chuviscar, e você pensa: “Espero que não piore”?
E quando seus medos parecem começar a se tornar realidade e a chuva começa a engrossar, feito a sopinha que a sua mãe está preparando neste mesmo momento?
Sabe quando a tempestade começa, e as nuvens escurecem, e as pessoas começam a se afastar umas das outras, as ruas tomadas por uma melancolia cinzenta?
Sabe quando você olha pra baixo e vê que pisou em lama, e que isso vai acontecer ainda várias vezes no decorrer do dia?
Sabe quando você chega em casa, bem antes dos primeiros trovões começarem, e você sente aquele alívio e fascinação ao ver os raios cobrindo o céu, mas no seu interior, você está morrendo de medo?
Esse ventinho que virou tempestade, essa semente que virou um jardim, essa faísca que virou uma explosão, sou eu, e é você e somos todos nós.
O mundo pode estar mudando, mas ainda reconhecemos a calmaria antes da tempestade. E a tempestade em si. Ela não traz dor além do que podemos suportar. Ela é a catalisadora da verdadeira mudança, que todos nós precisamos ter dentro de nós, de vez em quando.

Um dia, quando você olhar nos meus olhos, você verá os relâmpagos. E eu te direi: Eu sou a tempestade.

Música do dia: I of The Storm – Of Monsters and Men

E então eu assisti Vingadores: Ultimato…

E aí, pessoal? Voltei pra contar uma ótima novidade. Sim, eu assisti o filme de que todo mundo está falando, o novo filme dos Vingadores.

Devo admitir que não sou a maior fã da Marvel do universo, mas gostei muito de Guerra Infinita e estava muito curiosa pra saber o que ia acontecer na sequência. A maioria das sessões estavam lotadas já uma semana antes da estreia, então eu e a minha irmã decidimos comprar ingressos pra uma sessão de meio-dia…

E como era de se esperar, o pessoal do meio-dia não estava muito animado… O filme que durou 3 horas seguiu sem muita participação do público, o que por um lado foi bom e por outro meio desanimador. Talvez o horário de almoço tenha deixado as pessoas meio sonolentas?

Felizmente, porém, a falta de engajamento da audiência não afetou muito minha experiência com o filme, e posso dizer com certeza que foi um filme muito bom num geral. Vingadores: Ultimato teve uma boa dose de drama e comédia, e concluiu a história que vem sendo contada há 11 anos muito bem.

É claro que continua sendo um filme de super-heróis, então tem muita coisa absurda e sem sentido acontecendo, mas o que importa é que tudo foi para o agrado dos fãs e estes com certeza sairão satisfeitos.

Confesso que me surpreendi várias vezes com algumas coisas que aconteceram no filme, então a melhor recomendação que posso dar é que evitem os spoilers. No mais, Vingadores: Ultimato é um filme muito bem feito, e acima de tudo fonte de diversão pra fãs e não-fãs.

Recomendo: Tartarugas Até Lá Embaixo – John Green

Esses dias estava procurando por uma leitura leve e interessante pra talvez escrever uma resenha. No final, acabei encontrando um livro de John Green, um autor que já conheço mas do qual nunca fui uma super fã.

É que os livros de John Green, em sua maioria, possuem uma certa fórmula: Começam com um adolescente frustrado e tímido que, em algum ponto de sua história, conhece uma garota que é o completo oposto, mudando sua vida pra sempre, ou pelo menos, trazendo alguma lição de vida pra ele. É uma fórmula que deu certo, pelo jeito, já que o tornou um escritor conhecidíssimo, tendo obras que até viraram filme. Mas pra mim, já tendo passado da faixa etária de seu público-alvo principal, chega a ser um pouco entediante.

Esse livro, porém, me surpreendeu, e não por ser particularmente original ou por desviar muito da fórmula: Tartarugas Até Lá Embaixo (de agora em diante TALE) é uma obra simples, mas cheia de significado, principalmente pra quem se identifica com a protagonista, Aza, e a dificuldade de lidar com transtornos mentais.

Sim, Aza Holmes, a adolescente que protagoniza esse livro, tem um transtorno de ansiedade grave desde a infância, o que ela intitula de “a espiral de pensamentos que se afunila até o infinito”. É inclusive a espiral que ilustra a capa da obra, e é uma presença constante na narrativa, que retrata de forma delicada o que é ter uma batalha acontecendo dentro do seu cérebro todos os dias. Esse é o grande diferencial de TALE. O estilo de John Green, com suas referências filosóficas, continua permeando todo o livro, mas o mais admirável é como ele trabalhou as dificuldades da protagonista em meio a trama, sem defini-la apenas por sua doença.

Falando em trama, a história basicamente lida com o desaparecimento de um bilionário chamado Russel Pickett, e os esforços de Aza e sua amiga Daisy para encontrá-lo, o que leva Holmes a se reconectar com Davis Pickett, com quem costumava acampar quando criança. Por essa sinopse e muitas outras, pode até parecer que essa é uma trama de mistério, mas não se engane! Como é de se esperar de um livro de John Green, o foco maior são os relacionamentos, principalmente o “romance” entre Aza e Davis. Romance aqui está entre aspas porque ele realmente não evolui como um romance normal – e isso é um bom sinal, pois os transtornos mentais de Aza tomam uma boa parte da narrativa, e naturalmente interferem nisso também.

Como alguém que tem meus próprios transtornos, me identifiquei muito com a mensagem que o livro passa, e por isso recomendo muito pra quem quer ler uma história tranquila e com uma visão positiva a respeito de temas sensíveis como esse. Também é uma leitura bem leve, o que pra alguns pode ser uma desvantagem, mas pra mim conta como ponto positivo!

Num geral, Tartarugas Até Lá Embaixo é um livro muito bem escrito, com personagens interessantes e uma trama simples mas envolvente! Recomendo bastante!

“Você se lembra do seu primeiro amor porque os primeiros amores mostram – provam – que você pode amar e ser amada, que nada nesse mundo é merecido exceto o amor, que o amor é ao mesmo tempo como e por que você se torna uma pessoa.”

Primeiro post

Olá e sejam todos bem-vindos ao meu blog.

Essa não é a primeira vez que me aventuro a postar assim, já tive diversos blogs no passado com diversos temas diferentes, e em geral a única coisa que eles tinham em comum era a minha voz e opiniões, que tendem a ser bem… minhas.

Não sei bem que direção esse blog vai tomar. É um experimento que eu quero levar a sério, e espero que quem quer que também se aventure a ler meus posts aprenda algo ou se divirta de alguma forma.

Então é isso! Esse é o começo do meu blog! Espero que gostem…