Sabe aquela sensação de alívio quando o calor parece insuportável, e você sente um vento friozinho no fim da tarde?
Sabe aquela sensação de antecipação, quando você vê nuvens se formando no céu, e sabe identificar, que sim, são cumulus nimbus?
Sabe aquele medinho teimoso que vem quando começa a chuviscar, e você pensa: “Espero que não piore”?
E quando seus medos parecem começar a se tornar realidade e a chuva começa a engrossar, feito a sopinha que a sua mãe está preparando neste mesmo momento?
Sabe quando a tempestade começa, e as nuvens escurecem, e as pessoas começam a se afastar umas das outras, as ruas tomadas por uma melancolia cinzenta?
Sabe quando você olha pra baixo e vê que pisou em lama, e que isso vai acontecer ainda várias vezes no decorrer do dia?
Sabe quando você chega em casa, bem antes dos primeiros trovões começarem, e você sente aquele alívio e fascinação ao ver os raios cobrindo o céu, mas no seu interior, você está morrendo de medo?
Esse ventinho que virou tempestade, essa semente que virou um jardim, essa faísca que virou uma explosão, sou eu, e é você e somos todos nós.
O mundo pode estar mudando, mas ainda reconhecemos a calmaria antes da tempestade. E a tempestade em si. Ela não traz dor além do que podemos suportar. Ela é a catalisadora da verdadeira mudança, que todos nós precisamos ter dentro de nós, de vez em quando.

Um dia, quando você olhar nos meus olhos, você verá os relâmpagos. E eu te direi: Eu sou a tempestade.

Música do dia: I of The Storm – Of Monsters and Men

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